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Símbolo de simplicidade e solidez, o nome De Ville apareceu pela primeira vez
em outubro de 1960, como um modelo da linha Seamaster, que utilizava-se de
um movimento automático, caixa resistente à água e ponteiro de segundos central.
A partir de 1963, esse modelo trazia escrito no mostrador, o seguinte: Omega Seamaster
De Ville.
Em face disso, ganharam na minha terra o codinome de “Omega dos pobres”, e assim ficaram conhecidos desde então.
Em uma outra etapa, os modelos De Ville passaram a ser montados com os calibres automáticos 661, 671 e 684, que apesar de serem movimentos femininos eram acomodados em caixas masculinas, adaptadas para caber uma máquina menor.
Finalmente, com o uso do calibre 752 (o mesmo do Dynamic), os De Ville ganharam um calendário, e por força do novo movimento também cresceram de tamanho, assemelhando-se aos modelos mais convencionais e prestigiados da Omega.
Pelos anos 70 viraram “eletrônicos” (com o uso do calibre 1250 desenvolvido pela Bulova). Após transmutaram-se em cronógrafos, utilizando o festejado 861, e continuaram evoluindo até chegar nos movimentos 1120 e 1424, para finalmente alcançarem seu ápice como relógios GMT em ouro 18 kt, funcionando com o calibre 2628, dotados inclusive de escape co-axial.
Difícil encontrar um De Ville antigo, que não seja Seamaster, com caixa de ouro maciço. Mas tenho conhecimento que existem.
Hoje, com a super-valorização da marca Omega, os De Ville deixaram de ser os primos pobres dos Constellation . Mas ainda é possível comprar os modelos vintage por preços bem camaradas, consoante veio a ocorrer comigo no ano passado, quando adquiri o mesmo modelo, nas versões masculina e feminina, fazendo um mimo também a minha mulher, que tem esse relógio na mais alta conta, apesar do passado simplório dessa linha.
Sóbrios e elegantes, esses relógios venceram os anos para nos mostrar que a simplicidade as vezes é mais confiável que a sofisticação.
Abaixo, nossas duas “jóias”, à espera de mais 35 anos de porvir.